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O blog sobre Ética e Cidadania

Escola, lugar de respeito?


Abordaremos nesse post um assunto ainda delicado em nosso meio: as interações entre todos os relacionados no ambiente escolar. Relações estas que percebemos estar em desprezo em nossos dias; o desrespeito, o bullying e o autoritarismo, por exemplo, permeiam de forma constante e exacerbada nesse tipo de ambiente.

Começando pelas relações aluno-aluno, o bullying é a primeira e pior mazela perceptível. Esse ato, não passa de preconceito, que por sua vez, é fruto do senso comum, ou seja, algo sem base nenhuma pela qual nos tornamos acríticos. Uma pessoa ter certas preferências de roupas, penteados, ou de orientação sexual não a torna inferior; isso, apenas evidencia uma individualidade que é inerente do ser. Partindo deste princípio, todos são iguais a partir do respeito merecido.

As relações aluno-professor/professor-aluno são extremamente delicadas, já que muitos professores usam de autoridade excessiva para poder controlar a sala e essa forma autoritária incomoda esses alunos, que ainda em período de formação do caráter muitas vezes passam a perder o tão desejado respeito, não se submetendo às ordens e atacando verbalmente o professor, danificando seu automóvel ou outro pertece afim de intimida-lo e em casos extremos até mesmo partindo para agressões físicas.

Com isso há uma perda de motivação de ambas as partes, com alunos que passam a ir para a escola para encontrar amigos e conversar e professores que só vão marcar presença para ao final do mês receber seu tão desejado salário e o principio básico da educação e do ensino se perde completamente.

Considerando as relações professor-professor, também podemos encontrar alguns distúrbios, visto que, mesmo passando despercebido aos olhos dos alunos, na grande maioria dos casos, ocorrem certos conflitos. Há escolas, por exemplo, em que os professores chegam a se agredir verbalmente pelos corredores, eles, que deveriam ser a personificação da ética e da cidadania acabam por destruir tal imagem, personificando em seu lugar, a brutalidade e a injustiça.

Então como podemos desenvolver nosso caráter se os próprios professores não nos dão exemplo de ética e respeito? Somente pelo indivíduo ser um professor ele não pode estar sempre correto, e querer impor sua opinião para cima do aluno sem deixa-lo expressar a sua, afinal o aprendizado é um processo que deve ocorrer em duas vias.

Links relacionados:

Observatório da Infância: site com contéudo sobre direitos das crianças e adolecentes, possui diversas informações sobre bullying e outros tipos de violência.

Resenha sobre o livro "O Professor Reflexivo: guia para investigação do comportamento em sala de aula" por Elaine Leonarczyk – 5o. ano Letras: Português-Inglês / UEM, 2005

Respeito mútuo entre alunos e professores: texto interessante do reitor da PUCPR

Esperamos sinceramente que apreciem.

"O fato mais grave, me parece, é uma escola recorrer essencialmente ao medo, ao constrangimento e a uma autoridade artificial. Esse tratamento destrói nos estudantes o gosto pela vida, a sinceridade e a confiança em si mesmos. E gera pessoas servis."

- Albert Einstein


Mores Civitas

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Geração Coca-Cola

Há muito, muito tempo, fim da década de 70 e início da década de 80, na Inglaterra explodia um movimento musical, com forte influência política, chamado punk. Eram bandas como The Clash, Sex Pistols que faziam parte desse movimento e criticavam diretamente a monarquia britânica.

Um pouco desse ar de inconformismo e revolta chegou a Brasília, a recém inaugurada capital federal, através de jovens que viveram na Europa, geralmente filhos de pessoa de classe alta e ligadas a política como embaixadores entre outros, esses jovens tiveram contato com algo novo, já que devido a ditadura vigente no nosso país nessa época todo tipo de material contra o sistema era censurado.

Esses jovens aos poucos foram se reunindo e formando uma turma, era a Turma da Colina, jovens entediados e infeliz com a situação política que se reuniam para conversar, ouvir músicas e tocar.

Aos poucos em meio a turma surgiu uma banda: nascia ali o Aborto Elétrico, liderada por Renato Russo, rapaz culto, sempre tido como líder da turma, compunha as letras, cantava e tocava baixo, André Pretorius tocava guitarra e Fê Lemos bateria.

A banda tinha um som pesado, com grande influencia do punk inglês e letras politizadas. Era a primeira banda punk brasileira.

André foi prestar serviço militar na África e Renato assume a guitarra, deixando o baixo para Flávio Lemos, irmão de Fê. Mais tarde a guitarra é assumida por Ico Ouro-Preto.

Em 1982, após algum tempo fazendo pequenos shows o Aborto Elétrico acaba, mas a semente havia sido plantada, Renato se junta a Marcelo Bonfá, que fazia parte da turma e forma uma das, senão a maior, banda de rock nacional, a Legião Urbana, os irmão Lemos se juntam a Dinho Ouro-Preto, irmão de Ico que também era parte da turma e formam o Capital Inicial.

Algumas músicas do Aborto ficaram famosas através do Capital, várias através da Legião e muitas se perderam no tempo. A turma ainda deu origem a mais uma banda: a Plebe Rude, que nunca conseguiu tanto sucesso quanto as outras duas, mas se mantém ativa até hoje sem perder os ideais politizados. A Legião acabou em 1996, após mais de 10 anos de sucesso, com a morte de seu fundador Renato Russo e o Capital continua na ativa até hoje com letras menos politizadas e sonoridade mais leve.

Em 2005 a MTV lança em parceria com o Capital um belo trabalho em CD e DVD chamado: Especial MTV Capital Inicial Aborto Elétrico, onde o Capital, através de pesquisas e restauração de material antigo relembra e toca músicas da época do Aborto, o disco contém 18 faixas: 5 gravadas anteriormente pela Legião: "Que país é esse", "Geração Coca-Cola", "Conexão Amazônica", "Tédio (com um T Bem Grande pra Você)", "Química", 4 gravadas também anteriormente pelo próprio Capital: "Fátima", "Música Urbana", "Ficção Científica", "Veraneio Vascaína" e 9 inéditas. Vale a pena conferir!





Faixas do álbum:

1. "Tédio (Com um T Bem Grande para Você)" (Renato Russo)
2. "Love Song One" (Flávio Lemos/ Renato Russo)
3. "Fátima" (Flávio Lemos/ Renato Russo)
4. "Helicópteros no Céu" (Renato Russo)
5. "Química" (Renato Russo)
6. "Ficção Científica" (Renato Russo)
7. "Conexão Amazônica" (Fê Lemos/ Renato Russo)
8. "Submissa" (Fê Lemos/ Renato Russo)
9. "Geração Coca-Cola" (Renato Russo)
10. "Baader-meinhof Blues Nº1" (Flávio Lemos/ Renato Russo/ Fê lemos/ André Pretorius)
11. "Heroína" (Ércole Fortuna/ Renato Russo/ Fê Lemos/ Flávio Lemos)
12. "Despertar Dos Mortos" (Flávio Lemos/ Renato Russo)
13. "Veraneio Vascaína" (Flávio Lemos/ Renato Russo)
14. "Construção Civil" (Renato Russo)
15. "Benzina" (André Pretorius/ Renato Russo)
16. "Música Urbana" (Flávio Lemos/ Renato Russo/ Fê lemos/ André Pretorius)
17. "Que País É Este" (Renato Russo)
18. "Anúncio de Refrigerante" (Renato Russo)

Quando se fala em rock nacional politizada não há música melhor que essa para citar, que por um acaso também foi do Aborto:


Que País É Este
(Renato Russo)

Nas favelas, no senado
Sujeira pra todo lado
Ninguém respeita a constituição
Mas todos acreditam no futuro da nação
Que país é esse? (4x)
No amazonas, no Araguaia
Na baixada fluminense
Mato grosso, nas gerais e no
Nordeste tudo em paz.
Na morte eu descanso, mas o
Sangue anda solto.
Manchando os papéis, documentos fiéis.
Ao descanso do patrão.
Que país é esse? (4x)
Terceiro mundo se for.
Piada no exterior.
Mas o Brasil vai ficar rico.
Vamos faturar um milhão.
Quando vendemos todas as almas.
Dos nossos índios em um leilão.
Que país é esse? (8x)


Vídeo:

Mesmo em meio a ditadura e problemas políticos esses jovens se fizeram ouvir através da música, mas e hoje em dia, a situação política continua deplorável e ouvimos a juventude reclamar? Não, são emotivos demais para isso!

Bom, espero que gostem, até mais.

"Ouça no Volume Máximo"

- Frase presente nos discos da Legião

Luiz Felipe “Harry”

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A imagem perdida

É de praxe colocar no canto direito superior do blog uma imagem relacionada ao tema da vez e há algumas semanas o Brunno havia me dito que tinha achado uma boa imagem para representar o tema política, mas em meio a imprevistos acabei colocando outra imagem no dito espaço.

Hoje estava a alterar algumas coisas no blog quando encontrei a imagem que o Brunno achou, para que ela não deixe de ser aproveita irei postá-la, complementando talvez a postagem do Barnabé sobre o Conselho de Ética.

Representa bem ou não o tema política, se levarmos em consideração o Brasil?

Tudo de bom a todos,

"Toda forma de poder é uma forma de morrer por nada."

- Toda Forma de Poder - Engenheiros do Hawaii

Luiz Felipe "Harry"

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"Jeitinho brasileiro"

Abordando um pouco mais sobre o tema política, decidi fazer uma reflexão sobre o chamado "jeitinho brasileiro" e a Lei de Gérson aquela que defende que "o importante é obter vantagem em tudo", ambos podemos relacionar à vergonhosa situação de nossa política, que por sinal, ocorre desde a conquista do país pelos portugueses.

Dizia Maquiavel no Absolutismo monárquico: “Os fins justificam os meios”, e a população vivendo à margem da sociedade, cria ter o rei como representante divino, segundo teorias de Hobbes e Bossuet. Desta forma, o alcance do objetivo está acima de qualquer valor ético, pois, a importância está na conquista do desejo. No Brasil esse pensamento é difundido desde sua conquista, e evolui continuamente até tempos hodiernos. Assim sendo, é correto comparar algo, muitas vezes, considerado singelo, como o “jeitinho brasileiro” à corrupção de políticos, por exemplo?

O caráter e a honestidade são valores preservados ou não por cada indivíduo e são fortificados através do alicerce familiar. Desta forma, o roubo de dinheiro dos cofres públicos é semelhante ao furto cotidiano ou a um suborno qualquer, já que em ambos há a ausência desses valores. Um político que utiliza de atos ilícitos para vencer ou que pratica o nepotismo é tão repugnante quanto aquele que aceita trocar seu voto por uma ajuda qualquer. O fato é que, a população, em geral, se acostumou a questionar o outro, sem, porém, preocupar-se com seus próprios atos, e, assim, acabamos por perder a voz ativa de cidadão e nos adaptamos com o errado, que passa a ser algo costumeiro em nosso cotidiano.

Esse vício, porém, não é algo prematuro, mas como já dito, evoluído. Durante o Império, o voto censitário e o autoritarismo minavam a maioria da população, na República Velha, o voto-de-cabresto e a política do café-com-leite dominavam, depois, o período militar, e, finalmente, uma “democracia oligárquica”, na qual a igualdade só é lembrada após conhecer-se quem é o interlocutor.

Não somos apenas o país do futebol, do Carnaval ou do “jeitinho”. A herança deixada ao longo de nossa história política inda é crônica, porém, podemos extinguir esse mal. A tentativa de criar uma identidade nacional na primeira geração de nosso Romantismo apenas adaptou o europeu às nossas raízes. Desta forma, já passou do momento de darmos um basta para a “exceção” que acreditamos ser cada um e vivermos numa sociedade realmente igualitária e associada ao caráter e honestidade do brasileiro.

Espero que tenham gostado!

Saudações "eticidas"

Paulo

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Soltando a verba... pública, é claro!


Cerca de 70 projetos de leis (PLs) que tratam da prevenção e combate à corrupção na política brasileira ainda aguardam votação no Congresso Nacional. Pesquisando mais sobre o assunto, conclui que nossos senadores andam muito ocupados desfazendo atos secretos e jogando, desculpem a expressão, “merda no ventilador” na política brasileira, por isso os PLs ainda tramitam na montanha de papelada burocrática, bem ao lado da montanha de rescisões contratuais dos parentes do Sarney.

Em diversos estudos e diagnósticos da corrupção no Brasil, quase sempre verifica-se que os casos e escândalos sustentam-se na mesma fonte. Uma destas fontes, apontada como o “pilar da corrupção” é a imunidade parlamentar. Outros pontos como o excessivo sigilo bancário entre outros fatores, colaboram para que nossos queridos senadores usufruam do dinheiro público nos palanques soltando a verba, pública, é claro! Entre todos esses fatores que contribuem para a corrupção no Brasil, podemos destacar, em ordem de importância:

1. imunidade parlamentar;

2. sigilo bancário excessivo (os bancos muitas vezes não colaboram com as investigações);

3. falta de transparência nos gastos públicos (dizem que os vidros do Senado andam bem sujos);

4. preenchimento de cargos públicos (elevada quantidade de parentes do Sarney);

5. critérios para nomeação de ministros do STF, STJ e TCU;

6. foro privilegiado para autoridades (com cafezinho e bolacha entre as sessões);

7. liberalidades existentes para as instituições filantrópicas e para as ONG´s;

8. formas de financiamentos de campanhas eleitorais (o empréstimo é consignado e pode ser investido na bolsa de valores, eu disse “pode”);

9. critérios para elaboração e execução de repasse de recursos de emendas parlamentares;

10. impunidade (dispensa comentários).

Ironicamente, entre as proposições que devem ser levadas ao presidente da Câmara, segundo os órgãos responsáveis pela pesquisa (Conamp e Ajufe) está a Proposta de Emenda à Constituição (PEC 128/2003) que proíbe a prática do nepotismo para cargo ou função de confiança na administração pública. E não para por aí: os deputados da Frente Parlamentar também reforçam a necessidade de pressionar o queridíssimo presidente da Casa da mãe Joana, dar início a uma campanha institucional denominada: “A corrupção deixa marcas”, desenvolvida pela secretaria de Comunicação da Câmara, a ser veiculada nos meios públicos de informação.

“A corrupção deixa marcas”, profundo, não? Até quando a política no Brasil será tratada como piada?

Brunno Caetano

Atenção! Para ver os projetos e em que situação se encontram, clique aqui!

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Inclusão digital... em Brasília

Em meio a noites mal dormidas, provas, trabalhos, Enem chegando, vestibular vindo logo atrás fica meio difícil se dedicar ao blog, tinha até ficado de escrever algo mais relacionado sobre a guerra televisiva atual a pedido do Brunno, mas não deu ainda.

Só que hoje enquanto dava uma olhada rápidas nas novidades da rede mundial de computadores descobri algo interessante: o "Blog do Planalto", um blog, mantido pelo presidente da república e uma equipe especializada, que tem como objetivo ser um meio acessivel para divulgação de informações sobre o governo.

Essa ideia é claramente baseada na campanha de Barack Obama para a presidência dos EUA, na qual ele usou diversas vertentes de divulgação de ideias dentro da internet. Até ai tudo bem, se a ideia é boa não custa tentar imitar, mas para não perder o costume as coisas no Brasil começarama um pouco diferentes já que pouco tempo depois da inauguração do blog o mesmo estava fora do ar, pois os servidores não suportaram a quantidade de acesso somada aos recursos pesados em relação ao tráfego de dados utilizados no blog.

Tudo certo! Através da inclusão digital se da acesso a computadores as pessoas mais desfavorecidas, o governo cria um blog para tentar ter um contato maior com o povo, mas espera aí, não faltou nada? E o acesso a internet? O acesso a rede no Brasil é um dos piores dno mundo, cobrasse cara por serviços de mal qualidade, prova disso é o próprio blog do governo não aguentar permanecer no ar em sua estréia. Mas uma vez o governo brasileiro fez a lição de casa, mas pela metade

Seria uma boa também um blog desse para mostrar o que acontece no Congresso, só não vale alternar postagens sobre escândalos, CPI, pedidos de cassações, arquivamentos e pizzas.

É a modernidade se tornando algo acessível e útil dentro da democracia e os blogs deixando de ser sinônimo de meio de comunicação alternativo.

Link: Blog do Planalto

"O menos mau dos governos é aquele que se mostra menos, que se sente menos e que se paga menos caro"

- Alfred de Vigny

Até mais,

Luiz Felipe "Harry"

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Para descontrair =D

Continuando o assunto sobre o Conselho de Ética e o Senado, algumas charges para tentar uma descontração perante tal vergonha na política de nosso país. Apesar que isso já não é mais nenhuma novidade né!



P.S.: Há pouco, numa seção no Senado, o Presidente deste estava pedindo respeito aos outros senadores, pela comemoração do centenário da morte de Euclides da Cunha, e não houvesse desvio de foco - e o assunto dos atos secretos não fosse lembrado. O mais engraçado disso, é o "respeito" de Sarney por um escritor que em "Os Sertões" criticava a República autoritária, a qual é vista até hoje, principalmente no Nordeste, terra do senador.

Saudações "eticidas"

Paulo

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